Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Sexo, drogas e rock & roll

Comecemos pelo sexo. Será o sexo o clímax do amor? Poderá o sexo fortalecer o amor ou destruí-lo? Será possível falar de amor sem sexo?
 

Estas são algumas das questões que nos passam pela cabeça de vez em quando.

 

Como já referi em outros artigos, a minha ideia do amor está um pouco abalada pela nossa sociedade moderna. Mas será possível amar mais que uma pessoa? Pelo menos eu penso que sim. Acredito que é possível amar varias pessoas em simultâneo, mas são diferentes tipos de amor, quanto ao AMOR descrito por poetas, bem…em simultâneo não.

 

Mas na nossa sociedade moderna será que ainda procuramos amor? Ou procuramos sexo, prazer, relacionamentos fáceis e sem perguntas?

 

Toda a nossa cultura gira em torno do sexo. Começando pela publicidade, o que mais vende é o sexo. Não interessa o produto, interessa sim a cara e o corpo de quem o demonstra, de quem o vende.

 

Na indústria do cinema e da televisão também já não conta o jeito para a representação, conta sim o corpo com as medidas certas.

 

Entramos em chat’s e é só pessoas a procura de amor. Mas será mesmo amor que procuram? Ou será que procuram sexo rápido e fácil?

 

Será que não existe mais nada na vida? É verdade que sem sexo não teríamos prosperado ate hoje, mas não é menos verdade que éramos animais, e que agora nos auto-proclamamos seres evoluídos.

 

Quantas vezes traímos por sexo? Trocamos amor, amizade, os olhares cumplinces, um ombro amigo, o sorriso de quem amamos por uma boa noite de sexo?

 

Citando um comentário que adorei, e fazendo dela as minhas palavras: “Já não há amor genuíno, daquele amor que não acabe porque a vida caiu em rotina, por discussões sobre dinheiro, porque a colega de trabalho tens as pernas boas? Será que estamos assim tão fúteis? Ou será que esse Amor de que se fala nunca existiu?”

 

Sempre que começamos uma relação estamos perdidamente apaixonados e dizemos a toda agente que é desta que encontrámos a mulher ou o homem ideal, mas quando acabamos….ai é tudo diferente. A outra pessoa era sempre mentirosa, controladora, exigente, desorganizada, demasiado impulsiva, não consegui largar a família…enfim tenta-mos sempre arranjar uma justificação, mesmo que não seja bem verdade.

 

Será o amor o objectivo da nossa vida? Será o espalhar os nossos genes para termos a certeza de que o nosso legado, a nossa parte na história do mundo ira continuar? Ou será o nosso objectivo tentar perceber o que a vida é?

 

Seja como for, de uma coisa tenho a certeza, a felicidade só é completa e verdadeira quando partilhada.

publicado por Jorge Miguel às 21:59
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